segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Aumenta a rejeição ao aborto no Brasil


11.10.2010 Folha Poder
71% afirmam que legislação sobre o tema deve ficar como está e 7% apoiam a descriminalização, diz DatafolhaApoio à proibição do aborto é a mais alta em 17 anos, desde que o levantamento começou a ser feito pelo instituto
UIRÁ MACHADO

DE SÃO PAULO
O apoio à proibição do aborto é o mais alto no Brasil desde 1993, quando o Datafolha começou a série histórica de perguntas sobre o tema.
Segundo pesquisa realizada na última sexta-feira em todo o país, 71% dos entrevistados afirmam que a legislação sobre o aborto deve ficar como está, contra 11% que defendem a ampliação das hipóteses em que a prática é permitida e 7% que apoiam a descriminalização.
Atualmente, o Código Penal brasileiro classifica o aborto entre os crimes contra a vida. A pena prevista para a mulher que o provocar ou permitir a prática em si mesma vai de um a três anos de detenção (artigo 124).
O código prevê duas situações em que o aborto não é crime (artigo 128): se não há outro meio de salvar a vida da gestante e se a gravidez é resultado de estupro.
Segundo Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, a rejeição recorde ao aborto pode ser resultado da ampla exposição que o tema teve nas última s semanas.


CAMPANHA

O aborto ganhou espaço na mídia e na boca dos candidatos a presidente no final do primeiro turno, impulsionados pela movimentação de igrejas evangélicas e segmentos católicos que pregavam voto anti-Dilma Rousseff (PT) e pró-vida -a petista já defendeu a prática.
Na propaganda eleitoral de sexta, a primeira do segundo turno, tanto Dilma quanto José Serra (PSDB) falaram sobre o tema.
Segundo o Datafolha, a taxa dos eleitores que afirmam querer que a lei fique como está é semelhante entre os que no primeiro turno votaram em Dilma (71%), em Serra (72%) e em Marina Silva (70%), candidata do PV.
O apoio à proibição do aborto é razoavelmente homogêneo em todas as faixas da população, sempre em torno de 70%. No entanto, entre os que têm ensino superior e os mais ricos há menos apoiadores: 63% e 56%, respectivamente.
A série de pesquisas sobre o tema mostra uma tendência ao conserv adorismo.
No levantamento feito em 1993, 54% afirmavam que as exceções deveriam continuar restritas aos casos de estupro e de risco à vida da gestante, enquanto 23% diziam apoiar o aborto em mais casos e 18% eram favoráveis a descriminalizar a prática.
Desde então, a manutenção da atual legislação veio ganhando apoio. Em 1997, 55% diziam apoiar a proibição. Em 2006, o número passou para 63%, depois para 68% em 2008.

domingo, 10 de outubro de 2010

VIDA HUMANA E POLÍTICA


Ogeni Luiz Dal Cin*


Volta o debate da liberação do direito de matar os nascituros humanos (eufemismo: aborto), colocando políticos em maus lençóis ao julgarem que a população seria indiferente ou que a satisfação material abafaria qualquer insurgência. O grito da vida, por enquanto, prevaleceu sobre os meros interesses eleitoreiros de poder.


Sendo direto, o aborto é sempre morte real, física, concreta, individual. E, no caso, trata-se de vida humana. Colocar o aborto como um direito à vida é o mesmo que afirmar que o branco e o preto são sinônimos, cada um escolhe o que melhor lhe convém. Somente uma visão daltônica da vida é que pode igualar a vida à morte. O matar não é vida,  não traz a vida, traz a morte. Os eufemismos casuísticos dos ‘abortistas’ (os que defendem o aborto) enfeitam o aborto como a mais elevada conquista da civilização, o direito mais nobre, principalmente para as mulheres. A dignidade está em matar, não em salvar, em cuidar, em amar, civilização da morte. Muitos políticos são obreiros dessa empreitada, por interesse próprio ou por encomenda.


Sem vida, não há direitos. Apenas reações físico-químicas. Então a pergunta, em torno da qual gira toda a questão: Quando começa a vida humana? A ciência não concorda que é no momento da concepção? E os direitos à vida decorrem dela ou do tempo dela? É o tempo (o vir à luz), não a vida, o gerador de seus direitos?  – Quem é o senhor do tempo para definir qual o tempo dos direitos? E na velhice não pode haver um novo tempo de morte? E outros. Alguns confundem o início da vida com uma questão de fé. Os materialistas- ateus têm uma fé muito mais ferrenha, ditatorial, fechada que qualquer outra fé deísta e rebelam-se com a entrada da discussão do aborto na política. É seu dogma, não querem discutir. E se dizem democráticos.


O Estado não faz o tempo, atua no tempo. O Estado não faz a vida, mas deve reconhecê-la e defendê-la.  Com o início da vida nasce o seu tempo e o Estado faz-se servidor dessa vida.


A ciência não faz o tempo e nem a vida, mas pode explicitar a causa a partir da qual a vida biológica se inicia. A ciência não pode dizer mais do que aquilo que verdadeiramente é ciência, isto é, provado experimentalmente o começo da vida biológica, que, aliás, só pode ser humana. E, ainda assim, a ciência é sempre provisória, sempre sujeita a reformar-se incessantemente. Mas a vida, enquanto valor axiológico, transcenderá sempre a ciência, pois a ciência não é a única forma de conhecimento e a vida não se reduz a um só conhecimento mutante.


Os ateus-materialistas, que não representam 10% da população, acusam-nos de que tratamos do aborto como uma questão de fé, e por isso temos compromisso com a vida desde seu início natural. Os que defendem o aborto não acreditam em nenhum Deus, mas têm fé de que a vida humana pode ser destruída como um dos direitos dos que matam. Não há outra explicação a não ser a fé nos seus pressupostos metafísicos para colocar a morte do outro como um direito meu. É fé, sim. Os mais de 90% da população têm outra fé. Mas não precisamos ficar no terreno da fé. Há um direito natural, formulado há mais de dois milênios, que dá suporte e sustentação metafísica em favor do direito inalienável da vida humana, desde o início de seu ser. Além do direito natural nós temos uma fé de valorização da vida humana, como filha de Deus, tanto que tudo deve ser colocado a serviço da vida e não da morte.  Sobre esses valores é que nossa cultura foi gerada, nosso ser ganhou alma. A defesa da vida é uma exigência cultural. Não podemos ficar em paz com políticos que de repente passam a dizer-se a favor da vida só para ganhar votos, estão cegos pelo poder, não amam a vida.


Se uma minoria de menos de 10%, esteja parte na mídia ou não, pode reduzir os valores do debate político, escondendo o que é o aborto em todas as dimensões, então podemos dizer que a Democracia corre perigo. Por que a maioria não tem direito de saber o que seus representados pensam e vão fazer a respeito de assuntos muito caros, como a vida? - Por essa posição fica claro que a vontade da sociedade não tem valor nessa democracia de uma minoria que se acha ‘iluminada’ e cultua o aborto como um troféu, desmanchando-se em desculpas para justificar os que de última hora não são mais a favor do aborto. Democracia e mentira não se mesclam, pois o povo nunca pode ser enganado.


*Advogado e filósofo

Dom Aldo Pagotto passa a limpo o histórico abortista do PT e pede prudência





Em um vídeo que está sendo divulgado pelo You Tube, Dom Aldo Pagotto, arcebispo metropolitano da Paraíba, apresenta novas denúncias contra o Partido dos Trabalhadores, citando as famosas palavras de Pio XII, quando afirmou, diante de uma situação semelhante à que vive hoje o Brasil, que a Igreja não poderia permanecer calada.

O vídeo pode ser assessado no endereço
http://www.youtube.com/watch?v=j2q2DI9RsUo

Com este depoimento, Dom Aldo Pagotto soma-se aos vários bispos, sacerdotes e pastores evangélicos que estão denunciando o envolvimento do Partido dos Trabalhadores com a promoção da Cultura da Morte no Brasil. Aplaudindo a atitude dos bispos de São Paulo e comentando as palavras de Sumo Pontífice Pio XII que, durante as eleições de 1948, mobilizou 300 mil voluntários da Ação Católica para denunciar o projeto do Partido Comunista na Itália, Dom Aldo Pagotto afirma que os bispos no Brasil também já "NÃO PODEM FICAR CALADOS".

"Hoje, ao seguir este mesmo exemplo, os bispos brasileiros, especialmente os bispos de São Paulo, a quem eu aplaudo veementemente, com muito amor e solidariedade", afirma Dom Aldo, "estão seguindo a tradição profética da Igreja, em comunhão com o Papa Bento XVI".

"Estamos diante de um partido que está institucionalmente comprometido com a instalação da cultura da morte em nosso país", continua Dom Aldo, "que proíbe seus membros de seguirem suas próprias consciências, que se utiliza calculadamente da mentira para enganar os eleitores sobre seus verdadeiros projetos para a nação".

Não se trata, portanto, de boataria, como afirma a presidência da República e tem difundido o deputado eleito Gabriel Chalita.

As acusações são claras, a proveniência é conhecida e a documentação é farta. Vários sites disponibilizam as fontes que documentam amplamente as denúncias.

O leitor pode certificar-se da consistência e da extensão das denúncias, que vão muito além do que pode ser transmitido em uma mensagem eletrônica, assessando, entre outros, o vídeo A MÃE DO BRASIL, produzido por um deputado federal recém eleito, e o dossiê COMO FOI PLANEJADA A INTRODUÇÃO DA CULTURA DA MORTE NO BRASIL, elaborado pelas Comissões Diocesanas em Defesa da Vida do Estado de São Paulo:

VÍDEO A MÃE DO BRASIL: 
http://www.youtube.com/watch?v=4cJZZzWysN4

DOSSIÊ EM PDF: COMO FOI PLANEJADA A INTRODUÇÃO DA CULTURA DA MORTE NO BRASIL:
http://www.votopelavida.com/defesavidabrasil.pdf

Afirma Dom Aldo Pagotto no seu vídeo:

"Desde que chegou ao poder, o Partido dos Trabalhadores assumiu como projeto de governo a completa legalização do aborto no Brasil. O Partido não escondeu a sua agenda, mas, paradoxalmente, passou a negar com insistência o que ele fazia publicamente, mesmo diante de todas as evidencias em contrário. Ao longo destes anos isto se repetiu várias e várias vezes".

"Nosso governo reconheceu diante da ONU como um direito humano, ao mesmo tempo em que o presidente jurava "pela fé que havia recebido de sua mãe", em carta assinada de próprio punho, que tivesse qualquer intenção de legalizar o aborto no país, encaminhando, em seguida, 
à Câmara dos Deputados, um projeto de lei que pretendia legalizar o aborto durante todos os nove meses da gravidez, tornando-o completamente livre, por qualquer motivo, desde a concepção até o momento do parto".

"A própria redação interna do projeto já era, ela própria, outra desonestidade. Os parlamentares somente descobriram que o projeto legalizava o aborto durante todos os nove meses da gravidez, e não durante os três primeiros, dez minutos antes da primeira votação, por um mero acaso, a que nós chamaríamos de Providência".

"O Partido processou, julgou e condenou dois deputados acusados de terem militado contra o aborto, ao mesmo tempo em que passou a negar, com veemência, que tal julgamento tenha existido, ou que a condenação tenha sido dada por estes motivos, quando não ameaçou processar por calúnia aqueles que divulgavam tais informações".

"Nesta primeira semana de outubro a candidata à presidência da República afirmou que não apenas é, mas que também sempre foi, a favor da vida, sem importar-se com o fato de que circula livremente na Internet um vídeo no qual, em uma gravação realizada no dia 4 de outubro de 2007, ela mesma declara: "O aborto deve ser descriminalizado. Hoje, no Brasil, constitui um absurdo que o aborto ainda não tenha sido descriminalizado".

"NÃO POSSO, COMO PASTOR", declara Dom Aldo, "COMPACTUAR COM ESTE TRABALHO DE DESINFORMAÇÃO E DE MANIPULAÇÃO DAS CONSCIÊNCIAS".

"Nó
s não estamos entrando em política partidária. Não cabe à Igreja, absolutamente, imiscuir-se nas políticas partidárias, indicar ou não indicar partidos ou candidatos. Mas é dever da Igreja e dos pastores alertar sobre o voto que tem as suas consequências, formar a consciência cidadã, formar a consciência ética com princípios e fundamentos humanitários e cristãos".

"MAS QUANDO OS REPRESENTANTES DO GOVERNO SE EXPRESSAM, DE CASO PENSADO, DESTA MANEIRA, NÃO EXISTE MAIS CREDIBILIDADE PARA SUAS AFIRMAÇÕES".

"A experiência política e a história advertem amplamente que, quando a democracia se converte neste tipo de demagogia, para ganhar voto, já é a ditadura que está no horizonte. O Evangelho ensina que o nosso falar deve ser "o sim, seja sim; o não, seja não".
O resto não é coisa de homem. Nosso Senhor afirma que "procede do Maligno".

Assista e divulgue o vídeo completo neste endereço:
http://www.youtube.com/watch?v=j2q2DI9RsUo
 

O plano que Dilma deu à luz e que deveria ter sido abortado


10/10/2010
 às 6:55

Quando veio à luz o malfadado Plano Nacional-Socialista de Direitos Humanos, o tal PNDH3, afirmei aqui que aquilo tudo tinha, evidentemente, as digitais de Paulo Vannuchi e Tarso Genro, então ministro da Justiça, mas que havia sido a Casa Civil a lhe dar aquela assombrosa inteireza. E Dilma Rousseff era a titular da pasta.

Vamos lembrar alguns problemas daquele documento:
- defesa da legalização do aborto;
- ameaça à liberdade de imprensa (risco de censura em nome dos direitos humanos);
- ameaça à propriedade privada, limitando as ações de reintegração de posse e tornando invasor parte da negociação;
- perseguição a símbolos religiosos — na verdade, a crucifixos;
- revanchismo contra os militares

A perseguição as crucifixos foi eliminada; as outras propostas foram apenas amenizadas.
No dia 30 de junho, Nilmário Miranda, representante da candidata do PT à Presidência da República, participou de um seminário da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. E ficou claro, ali, quem foi que deu à luz o PNDH3. São eles a dizer, não eu:
Fala Nilmário
“Acho que o que a Dilma Rousseff se propõe está no Plano Nacional de Direitos Humanos Três. Foi um plano concebido em conferência e dialogando com várias conferências, mas pelo governo; foi o governo. E passou pela Casa Civil quando ela era ministra”.

Fim de papo! O vídeo está aqui.

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-plano-que-dilma-deu-a-luz-e-que-deveria-ter-sido-abortado/

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Presidente Lula ameaça romper acordo com Vaticano por motivos eleitoreiros


http://blog.opovo.com.br/ancoradouro/presidente-lula-ameaca-romper-acordo-com-vaticano-por-motivos-eleitoreiros/#comments


07.10.10 22:02
Por: Vanderlúcio Souza | Comentários: 1 Comentário
O PT não é de brincadeira. Ai de quem se meta no meio de seus interesses. Sofre, é punido. Basta lembrar o que aconteceu com Luis Bassuma e Henrique Afonso, eram deputados da sigla rubro  mas como foram contra  o aborto sofreram punição.  Lula e alguns de seu séquito como o jornalista Franklin Martins são favoráveis a um controle  da imprensa.
E sabe qual foi a última  do presidente Lula? Ameaçou revisar acordo com o Vaticano assinado no ano passado por conta dos questionamentos da igreja do Brasil à candidata Dilma. O presidente insiste em confundir sua função de presidente com a de cabo eleitoral de Dilma Rousseff. Recordemos que um dia depois das eleições do primeiro turno, Lula tornou a casa da presidência num comitê, onde recebeu governadores e senadores petistas eleitos, num verdadeiro atentado à democracia.
Voltemos à ameaça de Lula aos católicos. Vou republicar na íntegra a notícia que se encontra no site da agência de notícias Acidigital.

BRASILIA, 07 Out. 10 / 07:45 pm (ACI).- A agência italiana ANSA informou que o secretário pessoal do Presidente Luiz Lula Da Silva, Gilberto Carvalho, disse à cúpula da Igreja que se continuarem os questionamentos contra a candidata Dilma Rousseff –devido à sua postura favorável ao aborto– poderia ser revisado o acordo assinado com o Vaticano.
ANSA, que recolhe uma notícia do jornal Valor Econômico, assinalou que Carvalho se reuniu com membros da Conferência Nacional de Bispos do Brasil e comunicou que o governo pode voltar a discutir o acordo que contempla o apoio a escolas católicas e outros benefícios.
Lula revisaria o acordo assinado por Lula e o 
Papa Bento XVI em 2007 no Brasil, e ratificado em 2009 no Vaticano, depois do qual foi aprovado pelo Congresso, onde foi questionado por congressistas evangélicos.

Comentário:
Como católicos somos experimentados na perseguição ao longo dos séculos, neste não seria diferente. Presidente Lula usa de seu status de presidente da nação para ameaçar a Igreja. Que rompa o tal acordo, que nos persiga. E que a resposta seja dada nas urnas.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

PT é oportunista sobre aborto, diz dom Luiz


Por Estelite Hass Carazza, na Folha:

O bispo de Guarulhos, dom Luiz Gonzaga Bergonzini, disse que não vai recuar em seu posicionamento contra a candidata Dilma Rousseff (PT) e que o partido está sendo “oportunista” ao estudar voltar atrás na defesa da descriminalização do aborto.
O religioso foi o primeiro nesta eleição a se manifestar publicamente contra a presidenciável do PT -em julho, escreveu um artigo recomendando que os católicos não votassem em Dilma.
Durante a campanha, outros líderes católicos e evangélicos pregaram votos contra ela. Para Bergonzini, 74, a mobilização foi decisiva na votação e deve ter grande influência no segundo turno.


Folha - O PT anunciou que estuda retirar do programa partidário a defesa da descriminalização do aborto. Isso pode alterar seu posicionamento em relação a Dilma?
D. Luiz Gonzaga Bergonzini - Da minha parte, não muda absolutamente nada. Ela tem declarações claríssimas a respeito do aborto. Ou ela não falava com sinceridade naquela época, ou não está falando agora. Outra coisa: o partido, não é de hoje que eles têm essa questão fechada. Em dois congressos que o PT fez, eles aprovaram o aborto como plano de governo. Como é que se explica agora que ela venha falar isso? O fato de mudar agora é de interesse meramente político. Ela está levando a questão conforme as circunstâncias. Ela vai para o lado que o vento sopra. A minha posição é a mesma.

O senhor não acha que a iniciativa do PT em mudar o programa do partido indica um amadurecimento?
Não é amadurecimento, é oportunismo. Mero oportunismo. Por que eles não fizeram isso antes?

Na sua opinião, a questão do aborto e dos valores cristãos influenciou a votação de Dilma no primeiro turno?
Influenciou, sim. Porque eu bati firme nesse sentido, antes do primeiro turno, bem antes. O artigo que eu escrevi atingiu até a imprensa internacional. A partir daí, começou. A Dilma falando que não tinha nada a ver, que era posição do bispo… Não é minha posição, é a posição do Evangelho. Não tenho dúvida nenhuma de que os votos dos cristãos foram decisivos. Se isso vai se repetir, não sei, mas influência vai ter.
Por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Aborto como política oficial, sim! E uma secretaria como elo de uma rede internacional pró-aborto: eles deixam pistas


Demorei um pouco. Mas valeu a pena. Eu não lido com boatos. Só os fatos me interessam — em relação ao aborto ou a qualquer outra coisa. O governo brasileiro tem uma Secretaria de Políticas para as Mulheres com status de ministério, vinculada diretamente à Presidência da República. Lula foi eleito e reeleito sem fazer a defesa do aborto, mas seu governo trabalhou noite e dia para tentar legalizá-lo. Selecionei, abaixo, algumas páginas da secretaria, com o link, caso vocês queiram visitá-las.

Está tudo ali. Não adianta tirá-las do ar porque, desta vez, eu me precavi: fiz PDF de tudo. Certa feita, denunciei aqui a existência de uma página do Ministério da Saúde que indicava as veias do corpo “mais seguras” (!!!!!!!!!!!) para dar o famoso “pico” de cocaína. Simplesmente sumiram com o arquivo sem se desculpar. Que eu saiba, ninguém foi processado por fazer a apologia do consumo de drogas…
Essa pequena seleção de páginas indica uma política oficial pró-aborto, o que eu sempre combati, diga-se — também ao vivo, em dois programas Roda Viva, um com a ministra Nilcéia Freire (Mulheres) e outro com o ministro José Gomes Temporão (Saúde). Esse ambiente levou o governo a considerar o aborto um “direito humano” no tal Programa Nacional de Direitos Humanos, cuja forma final foi dada pela Casa Civil, de que Dilma Rousseff era a titular.
Seguem trechos das páginas da Secretaria em vermelho. Comento em azul.
Secretaria faz moção de aplauso a deputados federais que mantiveram posição favorável à descriminalização do abortoPor unanimidade, conselheiras decidiram parabenizar posicionamento público e voto de parlamentares em defesa dos direitos das mulheres. Por unanimidade, conselheiras decidiram parabenizar posicionamento público e voto de parlamentares em defesa dos direitos das mulheres.
Reunido ontem (10/7), em Brasília, o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) deliberou, na segunda reunião ordinária do novo pleno, sobre moção de aplauso e reconhecimento à posição favorável dos deputados federais José Genoíno (PT/SP), José Eduardo Cardoso (PT/SP), Eduardo Valverde (PT/RO), Regis de Oliveira (PSC-SP) e Paulo Rubens (PDT/PE) à retirada do Artigo 124 do Código Penal que criminaliza o aborto, durante a sessão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados ocorrida na quarta-feira (9/7).
Aqui
Quem liderou o esforço para que o aborto, em qualquer caso, deixasse de ser crime foi José Eduardo Cardozo (PT-SP), que se diz parte de um certo petismo ético. É o coordenador da campanha de Dilma Rousseff à Presidência. É aquele senhor que costumava ficar atrás dela quando dava entrevistas, fazendo caras e bocas de desassossego.
Delegações brasileira e peruana visitam rede de apoio às mulheres que optam pelo aborto na Cidade do MéxicoDe 28 de julho a 2 de agosto, brasileiros e peruanos vão conhecer equipamentos sociais e a rede de saúde criada para atender mulheres que decidem pelo aborto na Cidade do México. O convite partiu da Pathfinder do Brasil que está realizado o projeto “Implementando a discussão sobre o aborto no Brasil, em parceria com as Católicas pelo Direito de Decidir. A iniciativa visa evidenciar campanhas deadvocacy bem-sucedidas a decisores políticos e lideranças, mobilizando-os para a definição de ações para aprimorar políticas, legislações e orçamentos para atenção integral à saúde reprodutiva. Aqui
Como se nota, a causa é internacional. O título é fabuloso: “mulheres que OPTAM pelo aborto”. Nem tomam o cuidado de pôr o verbo no passado. O tempo presente indica uma escolha permanente, corriqueira, comum, como quem optasse por tomar Coca ou Pepsi.
Há um detalhe importante aí: notem que restou ali uma palavra em inglês —
“advocacy” — e que apareceu  um “decisores” . O que isso quer dizer? Que se tratava de um texto em inglês, submetido àquela tradução automática do Google. Vale dizer: a Secretaria é um elo de uma rede internacional em defesa do aborto. Não há nada de conspiratório nisso. Trata-se apenas de um fato. Em tempo: a palavra “decisor” existe, sim, mas só seria empregada por um tradutor burro, que desconhece a língua portuguesa.
Mesmo em defesa de sua causa, essa gente faz um trabalho porco.
Abrasco aprova moção de apoio à política de saúde sexual e reprodutiva do governoObjeto: Apoio à política de saúde e às posições do Ministro José Gomes Temporão quanto ao enfrentamento do aborto inseguro no Brasil
.Considerando que:
- O aborto constitui no Brasil, assim como nos países em que sua prática é ilegal, um grave problema de saúde pública, sendo a quarta causa de morte materna no país, com a curetagem pós-aborto representando o segundo procedimento obstétrico mais realizado na rede pública;
- A legislação restritiva vigente no país que criminaliza o aborto não tem sido capaz de evitar sua ocorrência, com estimativa anual de milhão de procedimentos anuais, realizados na clandestinidade;
- A ilegalidade do aborto é fonte de iniqüidade social, pois favorece a realização de práticas inseguras, realizadas por profissionais não qualificados, em ambientes sem os padrões sanitários requeridos, penalizando especificamente as mulheres mais jovens, de estratos sociais menos favorecidos, negras, que não têm acesso a procedimentos seguros;
- Na rede pública, o atendimento às mulheres em situação de abortamento é realizado, muitas vezes, sem respeito aos procedimentos técnicos requeridos, com atitudes de discriminação às mulheres, inclusive pouca atenção a medidas capazes de garantir sua adesão a uma prática contraceptiva, de modo a evitar a recorrência do aborto;
 Aqui
O que é mais importante neste arquivo? A Secretaria admite que sua política oficial era favorável à descriminação, embora isso nunca tivesse sido declarado. O objetivo era tentar aprovar a medida aos poucos.
Ato em SP cria Frente Nacional pela Legalização do AbortoAcontece na tarde desta sexta-feira (26/9), em São Paulo, caminhada pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto no Brasil. A manifestação denuncia o processo contra 9.922 mulheres acusadas da prática de aborto no Mato Grosso do Sul e ameaça de prisão a duas mil mulheres no País. Durante o ato, que se encerra em frente ao Tribunal de Justiça de São Paulo, será constituída a Frente Nacional pela Legalização do Aborto. Aqui
Aqui, temos a Secretaria fazendo simples trabalho de proselitismo; nesse caso, trata-se de uma verdadeira convocação em favor da manifestação.
Jovens apontam legalização do aborto e promoção dos direitos sexuais e direitos reprodutivos como prioridade em conferência nacionalEssa é uma das 22 prioridades aprovadas na plenária da conferência. Entre as 69 resoluções do encontro, as prioridades servirão de referência para a plataforma da Política Nacional da Juventude.
A implementação de políticas públicas de promoção dos direitos sexuais e direitos reprodutivos das jovens mulheres, garantindo mecanismos que evitem mortes maternas, aplicando a lei de planejamento familiar, garantindo o acesso a métodos contraceptivos e a legalização do aborto, é uma das 22 prioridades aprovadas na plenária da I Conferência Nacional de Juventude, encerrada em 30 de abril, em Brasília. Entre as 69 resoluções do encontro, as prioridades servirão de referência para plataforma da Política Nacional de Juventude.
 Aqui
De novo, trabalho de proselitismo, agora com os supostos “jovens”.
Ministério da Cultura bloqueia conta de projeto que teria manipulado informaçõesO Ministério da Cultura determinou o bloqueio da conta corrente e a devolução dos recursos do proponente ao tomar conhecimento dos propósitos do projeto Cultura, Cidadania e Vida, que realizou neste domingo (30.08), em Brasília, um ato público contra o aborto.
O projeto recebeu R$ 143 mil do Fundo Nacional da Cultura (FNC), mas, segundo o ministério, omitiu o caráter panfletário do evento, pedindo recursos para a realização de um evento com oficinas, palestras e show. A Ong ainda possuía R$ 76 mil na conta aberta em convênio pelo ministério, mas teve a movimentação bloqueada.
 Aqui
Viram? O governo financia ONGs, sim, desde que elas defendam o aborto. Se combatem, nada feito!
Por Reinaldo Azevedo