Teoria da
conspiração? Não: opressão pura e simples. O discurso do "planejamento
familiar" é e sempre foi apenas um substituto com apelo responsável para
o rejeitado termo "controle de natalidade", usado, como previu Paulo
VI, para limitar a liberdade das pessoas e
ampliar o poder dos governos sobre suas populações.
Os mesmos grupos
internacionais de "feministas" que impuseram programas de redução de
fertilidade e aborto em países pobres em nome dos "direitos das mulheres
pobre e das minorias", eram aqueles que estavam apenas procurando a
destruição das mulheres pobres e das minorias, quando os impediam de
decidirem por sí mesmos o melhor para suas vidas.
Querem acabar com a
pobreza, impedindo os pobres de terem família. Isso tem nome: seleção de
raças, e foi praticada pelos nazistas. Não há amor em atitudes que
violam a liberdade e a natureza da dignidade humana, apenas ódio e
desprezo. Os frutos falam pela árvore.
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Diferença entre eutanásia e limitação do esforço terapêutico
Explicações de uma médica membro da Pontifícia Academia para a Vida
INDAIATUBA, quinta-feira, 26 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- O que determina a diferença entre eutanásia e limitação do esforço terapêutico é a presença ou não da intenção de matar, explica uma médica chilena.
Segundo a Dra. Paulina Taboada, que é membro da Pontifícia Academia para a Vida (PAV), a presença da intenção de causar a morte é algo específico da eutanásia.
Em conferência no congresso internacional «Pessoa, cultura da vida e cultura da morte», que a PAV e a CNBB realizam até amanhã em Itaici (São Paulo), a médica citou os casos da menina Hannah, na Inglaterra, e de Eluana, na Itália, para exemplificar a diferença entre eutanásia e limitação terapêutica.
Hannah, 13 anos, sofre de leucemia. A quimioterapia comprometeu gravemente seu coração. Ela recusou-se a ser submetida a um transplante de coração, porque a cirurgia tinha poucas chances de sucesso e, mesmo se bem-sucedida, exigiria cuidados médicos intensivos. Ela pediu para morrer com dignidade.
Já no caso de Eluana, seu pai, Giuseppe Englaro, travou longa batalha na justiça italiana para conseguir autorização de suspender a alimentação e hidratação que mantém viva sua filha, de 37 anos, e em estado de coma desde 1992 devido a um acidente de trânsito.
Neste caso de Eluana, «se é limitação de esforço terapêutico, minha resposta é: não. Há a intenção de causar a morte ao suspender algo que a manteria com vida em uma situação crônica», disse.
Já em relação ao caso de Hannah, «que os jornalistas estão convencidos de que é eutanásia, eu digo: não, este é um caso de legítima limitação de esforço terapêutico e se pode recusar um transplante de coração que não oferece a garantia de preservar a vida, como seria a situação ideal».
Avaliação
Em outra conferência do congresso, mons. Maurizio Calipari, sacerdote italiano membro da PAV, explicou três aspectos do «dinamismo de avaliação» a respeito dos possíveis meios de tratamento médico de doentes graves.
Há a avaliação dos fatores objetivos, responsabilidade da equipe médica; a avaliação dos fatores subjetivos, por parte do paciente ou seu responsável; e o juízo de síntese, que é «uma decisão moralmente adequada e operativa, prática».
«A avaliação objetiva considera os elementos de caráter técnico e médico. É medida com os instrumentos técnicos disponíveis e feita pela equipe médica, sendo sua tarefa específica», explicou.
O segundo ponto diz respeito ao paciente ou seu responsável legítimo, que deve avaliar se há fatores que ele considera extraordinários no tratamento que lhe é disponibilizado.
Primeiramente, a equipe médica «avalia se o emprego do meio é proporcionado ou desproporcionado», ou seja, «se é adequado ao objetivo médico». Depois, o paciente deve analisar as condições de «ordinariedade e extraordinariedade».
Já o juízo de síntese, na adequação das considerações do campo médico e do paciente, dirá se os meios de tratamento são «obrigatórios, opcionais ou ilícitos».
INDAIATUBA, quinta-feira, 26 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- O que determina a diferença entre eutanásia e limitação do esforço terapêutico é a presença ou não da intenção de matar, explica uma médica chilena.
Segundo a Dra. Paulina Taboada, que é membro da Pontifícia Academia para a Vida (PAV), a presença da intenção de causar a morte é algo específico da eutanásia.
Em conferência no congresso internacional «Pessoa, cultura da vida e cultura da morte», que a PAV e a CNBB realizam até amanhã em Itaici (São Paulo), a médica citou os casos da menina Hannah, na Inglaterra, e de Eluana, na Itália, para exemplificar a diferença entre eutanásia e limitação terapêutica.
Hannah, 13 anos, sofre de leucemia. A quimioterapia comprometeu gravemente seu coração. Ela recusou-se a ser submetida a um transplante de coração, porque a cirurgia tinha poucas chances de sucesso e, mesmo se bem-sucedida, exigiria cuidados médicos intensivos. Ela pediu para morrer com dignidade.
Já no caso de Eluana, seu pai, Giuseppe Englaro, travou longa batalha na justiça italiana para conseguir autorização de suspender a alimentação e hidratação que mantém viva sua filha, de 37 anos, e em estado de coma desde 1992 devido a um acidente de trânsito.
Neste caso de Eluana, «se é limitação de esforço terapêutico, minha resposta é: não. Há a intenção de causar a morte ao suspender algo que a manteria com vida em uma situação crônica», disse.
Já em relação ao caso de Hannah, «que os jornalistas estão convencidos de que é eutanásia, eu digo: não, este é um caso de legítima limitação de esforço terapêutico e se pode recusar um transplante de coração que não oferece a garantia de preservar a vida, como seria a situação ideal».
Avaliação
Em outra conferência do congresso, mons. Maurizio Calipari, sacerdote italiano membro da PAV, explicou três aspectos do «dinamismo de avaliação» a respeito dos possíveis meios de tratamento médico de doentes graves.
Há a avaliação dos fatores objetivos, responsabilidade da equipe médica; a avaliação dos fatores subjetivos, por parte do paciente ou seu responsável; e o juízo de síntese, que é «uma decisão moralmente adequada e operativa, prática».
«A avaliação objetiva considera os elementos de caráter técnico e médico. É medida com os instrumentos técnicos disponíveis e feita pela equipe médica, sendo sua tarefa específica», explicou.
O segundo ponto diz respeito ao paciente ou seu responsável legítimo, que deve avaliar se há fatores que ele considera extraordinários no tratamento que lhe é disponibilizado.
Primeiramente, a equipe médica «avalia se o emprego do meio é proporcionado ou desproporcionado», ou seja, «se é adequado ao objetivo médico». Depois, o paciente deve analisar as condições de «ordinariedade e extraordinariedade».
Já o juízo de síntese, na adequação das considerações do campo médico e do paciente, dirá se os meios de tratamento são «obrigatórios, opcionais ou ilícitos».
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Jovem, aliste-se!
Precisamos de contatos de grupo de jovens que trabalham em defesa da vida aqui no Brasil ou no exterior, que já estejam estabelecidos e atuantes...pois estamos juntamente com grupos de Argentina e Equador formando uma unidade para articular projetos em conjunto.
Se você pertence a um grupo de jovens provida e gostaria de participar da Federación Jovenes Unidos por la Vida, favor enviar email para jovenesunidosporlav ida@yahoo. com.ar
Grato
Jeferson Moraes
Grupo Valores da Vida
55+12+8116.1956
Se você pertence a um grupo de jovens provida e gostaria de participar da Federación Jovenes Unidos por la Vida, favor enviar email para jovenesunidosporlav ida@yahoo. com.ar
Grato
Jeferson Moraes
Grupo Valores da Vida
55+12+8116.1956
domingo, 17 de agosto de 2008
Pode existir bioética válida para toda humanidade?
Direitos humanos precisam de fundamento superior, segundo o presidente dos médicos católicos
Por Inmaculada Álvarez
ROMA, segunda-feira, 9 de junho de 2008 (ZENIT.org).- É possível estabelecer alguns princípios universais, aceitos por grande parte da humanidade, que possam reger a atividade científica e médica? É o desafio proposto pelo presidente da Federação Internacional de Associações Médicas Católicas (FIAMC), Dr. José María Simón Castellví.
Em um artigo enviado a Zenit, o presidente da FIAMC afirma que «a inspiração que impulsiona a ciência, suas metas, os meios que escolhe, etc., estão fora da própria ciência», e que, portanto, é necessário estabelecer princípios bioéticos universais para evitar que a ciência se converta em um instrumento de destruição.
«Às vezes encontramos casos nos quais uma argumentação sedutora pode conduzir a decisões imorais por parte dos cientistas, a quem, apesar de sua boa vontade, falta reflexão ética», afirma Simón Castellví, que compara a situação atual com a dos experimentos científicos aberrantes realizados sob o regime nacional-socialista .
«Os fins para os alemães eram plausíveis: uma maior felicidade para o povo alemão, onde se insinua uma ideologia que corrompe muitas decisões, tanto políticas como científicas, porque se reduz ao fim que justifica os meios. Dê-me um bom fim e justificarei qualquer meio, ainda que em uma primeira leitura este meio seja reconhecido como claramente criminoso.»
A negação das crenças tradicionais veio acompanhada não de ausência de religiosidade, explica o presidente da FIAMC, mas de uma série de crenças «míticas», como a da sociedade do bem-estar, ou a máxima felicidade, ou a eliminação da dor.
«Todos estes fins são aparentemente bons, mas muitas vezes vêm minados pela perversa ideologia do fim que justifica os meios. Hoje, esta ideologia abominável sobrevive graças a formas mais sofisticadas: favorecendo a eutanásia, promovendo a esterilização obrigatória em certos países, impondo o aborto seletivo nos fetos femininos, etc.»
«Nunca se pode fazer um mal para chegar ao bem. E tampouco se pode fazer um mal menor para chegar ao bem. Segundo o caso, pode-se tolerar um mal menor, mas nunca cometê-lo», afirma.
Deus é necessário
Segundo o Dr. Simón Castellví, muitos «fizeram um esforço para dar um código de bioética válido para toda a humanidade», e a expressão mais importante da busca de alguns princípios universais é a codificação dos Direitos Humanos em 1948.
Contudo, ainda que se trate de «um texto bem redigido e útil como referência para que as diversas culturas colaborem entre elas», se não se admite um princípio anterior que os sustente, eles se reduzem a um texto legal interpretável a partir de qualquer ponto de vista.
«Os Direitos Humanos não se criaram ex novo, mas respondem a uma tradição secular que se adentra na profundidade dos tempos», na lei natural. «A lei natural moral existe: é a capacidade da razão humana de conhecer e aderir à verdade. Para mim, a nenhum profissional toca como um médico a existência desta lei.»
«No meu juízo e no de milhões de pessoas, não só devemos buscar o bem dos homens, mas devemos deixar espaço para Deus. Não direi nada de Deus. Só o cito, como faz o astrofísico Stephen Hawking em seu livro ‘Brevíssima história do tempo’.>
Por Inmaculada Álvarez
ROMA, segunda-feira, 9 de junho de 2008 (ZENIT.org).- É possível estabelecer alguns princípios universais, aceitos por grande parte da humanidade, que possam reger a atividade científica e médica? É o desafio proposto pelo presidente da Federação Internacional de Associações Médicas Católicas (FIAMC), Dr. José María Simón Castellví.
Em um artigo enviado a Zenit, o presidente da FIAMC afirma que «a inspiração que impulsiona a ciência, suas metas, os meios que escolhe, etc., estão fora da própria ciência», e que, portanto, é necessário estabelecer princípios bioéticos universais para evitar que a ciência se converta em um instrumento de destruição.
«Às vezes encontramos casos nos quais uma argumentação sedutora pode conduzir a decisões imorais por parte dos cientistas, a quem, apesar de sua boa vontade, falta reflexão ética», afirma Simón Castellví, que compara a situação atual com a dos experimentos científicos aberrantes realizados sob o regime nacional-socialista .
«Os fins para os alemães eram plausíveis: uma maior felicidade para o povo alemão, onde se insinua uma ideologia que corrompe muitas decisões, tanto políticas como científicas, porque se reduz ao fim que justifica os meios. Dê-me um bom fim e justificarei qualquer meio, ainda que em uma primeira leitura este meio seja reconhecido como claramente criminoso.»
A negação das crenças tradicionais veio acompanhada não de ausência de religiosidade, explica o presidente da FIAMC, mas de uma série de crenças «míticas», como a da sociedade do bem-estar, ou a máxima felicidade, ou a eliminação da dor.
«Todos estes fins são aparentemente bons, mas muitas vezes vêm minados pela perversa ideologia do fim que justifica os meios. Hoje, esta ideologia abominável sobrevive graças a formas mais sofisticadas: favorecendo a eutanásia, promovendo a esterilização obrigatória em certos países, impondo o aborto seletivo nos fetos femininos, etc.»
«Nunca se pode fazer um mal para chegar ao bem. E tampouco se pode fazer um mal menor para chegar ao bem. Segundo o caso, pode-se tolerar um mal menor, mas nunca cometê-lo», afirma.
Deus é necessário
Segundo o Dr. Simón Castellví, muitos «fizeram um esforço para dar um código de bioética válido para toda a humanidade», e a expressão mais importante da busca de alguns princípios universais é a codificação dos Direitos Humanos em 1948.
Contudo, ainda que se trate de «um texto bem redigido e útil como referência para que as diversas culturas colaborem entre elas», se não se admite um princípio anterior que os sustente, eles se reduzem a um texto legal interpretável a partir de qualquer ponto de vista.
«Os Direitos Humanos não se criaram ex novo, mas respondem a uma tradição secular que se adentra na profundidade dos tempos», na lei natural. «A lei natural moral existe: é a capacidade da razão humana de conhecer e aderir à verdade. Para mim, a nenhum profissional toca como um médico a existência desta lei.»
«No meu juízo e no de milhões de pessoas, não só devemos buscar o bem dos homens, mas devemos deixar espaço para Deus. Não direi nada de Deus. Só o cito, como faz o astrofísico Stephen Hawking em seu livro ‘Brevíssima história do tempo’.>
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Frase do dia
" É necessário que a sociedade moderna comece a entender que a Ciência em sí não é útil nem prejudicial, mas pode ser uma coisa ou outra segundo seja utilizada para SERVIR AO HOMEM OU PARA DEGRADÁ-LO... O verdadeiro perigo está no homem, no desequilíbrio cada vez mais inquietante entre seu poder que vai aumentando e sua prudência que vai diminuindo ".Jerôme Lejeune, Manipulaciones Genéticas - extraído do periódico "La Voz de Galicia", de 04 de abril de 1980.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Por uma comunicação mais eficaz em favor da vida
Por Paul Swope
O movimento pró-vida defende um princípio vital para a civilização: a inviolabilidade da vida humana. Para influir de fato na opinião pública, é necessário melhorar a comunicação, de forma a responder às preocupações reais das mulheres. Com base em campanhas de televisão bem sucedidas nos EUA, Paul Swope propõe uma nova estratégia pró-vida em artigo publicado na revista First Things, do qual apresentamos aqui um resumo.
Os últimos estudos psicológicos sobre o processo mental das mulheres que abortam permitem entender por que os movimentos pró-vida não foram tão eficazes quanto seria de se esperar para convencê-las a apostar pela vida. Esses estudos indicam que a americana moderna em idade de ter filhos não vê o aborto na mesma moldura moral que a ativista pró-vida. A nossa mensagem não é bem recebida porque cometemos o erro de pensar que as mulheres, especialmente aquelas que enfrentam o trauma de uma gravidez não desejada, responderão aos princípios que nós consideramos evidentes de acordo com a nossa perspectiva moral, e argumentamos em conseqüência. Este é um erro de cálculo que prejudicou gravemente a causa pró-vida. Embora não compartilhemos a forma como muitas mulheres focalizam o tema, a importância da nossa missão e o imperativo de ser eficazes torna necessário que escutemos, entendamos e respondamos às preocupações reais das mulheres que optam pelo aborto.
Pensa-se hoje que o hemisfério direito do cérebro controla os aspectos emocionais, intuitivos e criativos da pessoa, ao passo que as questões analíticas e racionais são elaboradas pelo hemisfério esquerdo. O estudo do hemisfério direito trata de descobrir as razões emocionais pelas quais tomamos certas decisões ou pelas quais temos certas convicções. Este enfoque tem aplicações óbvias em um tema como o aborto, uma vez que uma mulher em plena crise não consegue resolver seu problema de um modo lógico e .frio, apenas com o hemisfério esquerdo.
A importância da nova ótica é evidente à luz dos resultados revelados por uma ampla pesquisa da Caring Foundation, levada a cabo por uma empresa líder neste tipo de pesquisa. O procedimento consistiu em uma série de entrevistas profundas e exaustivas, para conseguir respostas íntimas emocionais. Os resultados (1995-1997) têm um nível de confiança de 95%.
OS TRÊS MALES
Um dos objetivos era responder a uma questão que há tempos desconcertava os pró-vida. Como é possível que as mulheres – e de modo geral a maioria dos cidadãos –, sejam pessoalmente contra o aborto, mas ao mesmo tempo favoráveis a que seja mantida a sua legalidade? Os pró-vida, ao considerarem que, do ponto de vista moral, não é possível sustentar ao mesmo tempo que o “aborto mata” e que o “aborto deve ser legal”, tentaram mostrar com maior clareza que o feto é um ser vivo. Supõem que, ao assumir a humanidade dos não-nascidos, o imperativo moral lógico “não se deve matar um bebê” prevalecerá de modo natural e, conseqüentemente, as mulheres escolherão a vida para seus filhos não-nascidos.
A nova pesquisa mostra que essa formulação do problema foi pouco eficaz e pode ser melhorada. As mulheres pensam que, de uma gravidez não planejada, não pode resultar nada de bom. Por essa razão, hesitam entre aquilo que consideram três males: maternidade, adoção ou aborto.
A maternidade não planejada, de acordo com estes estudos, representa uma ameaça grave para as mulheres modernas. Isso porque muitas mulheres jovens desenvolveram uma identidade que simplesmente não contempla a possibilidade de serem mães. Pode abranger coisas como fazer a Universidade, obter um título universitário, conseguir um bom trabalho e, até, casar algum dia; mas a maternidade é percebida por elas como uma intrusão repentina nos seus planos, como uma perda total de controle sobre a sua vida presente e futura.
Ao considerarem a decisão de abortar, não o fazem, como podem pensar os pró-vida, pesando as opções “levar a termo uma gravidez não desejada” ou “destruir a vida de uma criança inocente”. Elas sentem a alternativa de um modo diferente: “a minha vida acabou” ou “a vida desta criança precisa acabar”. A partir desta perspectiva, a escolha do aborto se transforma em um modo de defender-se, posição mais defensável tanto para a protagonista quanto para aqueles que a apóiam.
POR QUE REJEITAM A ADOÇÃO
A adoção, infelizmente, é para elas a “pior” das três opções. Representa uma “dupla morte”: primeiro, a “morte própria”, pois deverá levar a gravidez até o final para depois tornar-se uma mãe ruim, capaz de entregar seu filho a estranhos; e segundo, a “morte” do filho, “abandonado”, pelo qual ela viverá atormentada.
Mesmo que desejemos que a mulher aceite o slogan “Adoção sim, aborto não”, este estudo conclui que diante da alternativa adoção/aborto, a adoção sairá perdendo. A atitude dessas mulheres em relação ao aborto é bastante surpreendente. Em primeiro lugar, todas as entrevistadas (nenhuma era “pró-vida” e todas se diziam partidárias da “escolha”) reconheciam que o aborto mata. Embora esta convicção esteja, sem dúvida, “inscrita no coração humano”, o mérito de ter mostrado isso corresponde ao trabalho educativo levado a cabo pelo movimento pró-vida. Em segundo lugar, essas mulheres reconhecem que o aborto é mau, é um erro, e que Deus castigará aqueles que o praticarem. Terceiro, acreditam que serão perdoadas por Deus, porque Ele é clemente e elas não tinham intenção de engravidar, e porque em semelhante situação “não havia opção”, na medida em que era a vida delas que estava em jogo.
Em poucas palavras, o aborto é considerado por elas como o menor dos três “males” porque oferece a maior garantia de esperança de preservar seu “eu”, a sua própria “vida”. É preciso destacar que a principal preocupação entre as três opções gira em torno da mulher e não do não-nascido, e assim fica explicado o atrativo pela retórica “pró-escolha”. Escolha que concede à grávida em crise certa sensação de controle sobre o seu futuro, e ao mesmo tempo permite àqueles que rejeitam o aborto pessoalmente experimentar compaixão por aquelas que recorrem a ele.
POR QUE A REJEIÇÃO?
O relatório revela outra fonte fundamental de frustração e fracasso do movimento pró-vida: um quarto de século de pesquisas mostrou reiteradas vezes que a maior parte dos americanos rejeitam o aborto e que as mulheres são ligeiramente mais pró-vida que os homens. Porém ambos gostam mais do rótulo “pró-escolha” que do pró-vida.
A pesquisa indica que a dificuldade de obter apoio público não é devida ao trato injusto recebido por parte dos meios de comunicação, embora este fator tenha sem dúvida um papel importante. Os slogans dos movimentos pró-vida e as campanhas educativas tenderam a agravar o problema porque estavam centrados quase que exclusivamente no filho não nascido e não na mãe, provocando assim ressentimentos em vez de despertar simpatia, particularmente nas mulheres em idade de ter filhos. Por essa razão, é lógico que as primeiras pessoas que perceberam a necessidade de um enfoque diferente tenham sido aquelas que trabalhavam diretamente com as mulheres em crise.
Consideremos um exemplo de frase pró-vida: “O aborto faz que um coração pare de bater”. Mesmo que essa frase seja eficaz entre os pró-vida, o seu efeito entre mulheres jovens em crise provavelmente será: 1) provocar raiva contra a mensagem; 2) confirmá-las na opinião de que os pró-vida não entendem a sua situação; 3) mergulhá-las ainda mais numa atitude negativa e desesperançada. Se a meta dos pró-vida é diminuir o número de abortos e não apenas constatar um fato, devemos perguntar-nos se uma mensagem como essa na realidade não é contraproducente.
A pergunta, talvez inconsciente mas fundamental, que a mulher formula para si mesma é: “Como poderei conservar o controle da minha vida?” O movimento pró-vida deve ter em conta o ponto de vista da mulher, e fazê-lo de uma maneira compassiva que reafirme as inatas e íntimas convicções da sua consciência. Sem condenar nem estigmatizar, deve ajudar a mulher a reconsiderar o modo como percebe os três “males” que se lhe apresentam.
UM EXEMPLO DE SUCESSO
A seguinte propaganda para TV foi elaborada pela Caring Foundation. O seu ponto de partida é analisar a situação da mulher e não a da criança, fazendo com que as telespectadoras possam se identificar com a personagem: “Eu tinha 16 anos quando soube que estava grávida de Carrie. Não estava casada e sentia-me profundamente assustada. Algumas pessoas dizem-me hoje que eu deveria ter feito um aborto, mas na verdade nunca me ocorreu pensar que tivesse essa possibilidade só porque tinha um problema. Olhe, não me considero mártir nem heroína, mas realmente não acredito que tivesse opção depois de ter engravidado. Pense nisso você também”.
O movimento pró-vida defende um princípio vital para a civilização: a inviolabilidade da vida humana. Para influir de fato na opinião pública, é necessário melhorar a comunicação, de forma a responder às preocupações reais das mulheres. Com base em campanhas de televisão bem sucedidas nos EUA, Paul Swope propõe uma nova estratégia pró-vida em artigo publicado na revista First Things, do qual apresentamos aqui um resumo.
Os últimos estudos psicológicos sobre o processo mental das mulheres que abortam permitem entender por que os movimentos pró-vida não foram tão eficazes quanto seria de se esperar para convencê-las a apostar pela vida. Esses estudos indicam que a americana moderna em idade de ter filhos não vê o aborto na mesma moldura moral que a ativista pró-vida. A nossa mensagem não é bem recebida porque cometemos o erro de pensar que as mulheres, especialmente aquelas que enfrentam o trauma de uma gravidez não desejada, responderão aos princípios que nós consideramos evidentes de acordo com a nossa perspectiva moral, e argumentamos em conseqüência. Este é um erro de cálculo que prejudicou gravemente a causa pró-vida. Embora não compartilhemos a forma como muitas mulheres focalizam o tema, a importância da nossa missão e o imperativo de ser eficazes torna necessário que escutemos, entendamos e respondamos às preocupações reais das mulheres que optam pelo aborto.
Pensa-se hoje que o hemisfério direito do cérebro controla os aspectos emocionais, intuitivos e criativos da pessoa, ao passo que as questões analíticas e racionais são elaboradas pelo hemisfério esquerdo. O estudo do hemisfério direito trata de descobrir as razões emocionais pelas quais tomamos certas decisões ou pelas quais temos certas convicções. Este enfoque tem aplicações óbvias em um tema como o aborto, uma vez que uma mulher em plena crise não consegue resolver seu problema de um modo lógico e .frio, apenas com o hemisfério esquerdo.
A importância da nova ótica é evidente à luz dos resultados revelados por uma ampla pesquisa da Caring Foundation, levada a cabo por uma empresa líder neste tipo de pesquisa. O procedimento consistiu em uma série de entrevistas profundas e exaustivas, para conseguir respostas íntimas emocionais. Os resultados (1995-1997) têm um nível de confiança de 95%.
OS TRÊS MALES
Um dos objetivos era responder a uma questão que há tempos desconcertava os pró-vida. Como é possível que as mulheres – e de modo geral a maioria dos cidadãos –, sejam pessoalmente contra o aborto, mas ao mesmo tempo favoráveis a que seja mantida a sua legalidade? Os pró-vida, ao considerarem que, do ponto de vista moral, não é possível sustentar ao mesmo tempo que o “aborto mata” e que o “aborto deve ser legal”, tentaram mostrar com maior clareza que o feto é um ser vivo. Supõem que, ao assumir a humanidade dos não-nascidos, o imperativo moral lógico “não se deve matar um bebê” prevalecerá de modo natural e, conseqüentemente, as mulheres escolherão a vida para seus filhos não-nascidos.
A nova pesquisa mostra que essa formulação do problema foi pouco eficaz e pode ser melhorada. As mulheres pensam que, de uma gravidez não planejada, não pode resultar nada de bom. Por essa razão, hesitam entre aquilo que consideram três males: maternidade, adoção ou aborto.
A maternidade não planejada, de acordo com estes estudos, representa uma ameaça grave para as mulheres modernas. Isso porque muitas mulheres jovens desenvolveram uma identidade que simplesmente não contempla a possibilidade de serem mães. Pode abranger coisas como fazer a Universidade, obter um título universitário, conseguir um bom trabalho e, até, casar algum dia; mas a maternidade é percebida por elas como uma intrusão repentina nos seus planos, como uma perda total de controle sobre a sua vida presente e futura.
Ao considerarem a decisão de abortar, não o fazem, como podem pensar os pró-vida, pesando as opções “levar a termo uma gravidez não desejada” ou “destruir a vida de uma criança inocente”. Elas sentem a alternativa de um modo diferente: “a minha vida acabou” ou “a vida desta criança precisa acabar”. A partir desta perspectiva, a escolha do aborto se transforma em um modo de defender-se, posição mais defensável tanto para a protagonista quanto para aqueles que a apóiam.
POR QUE REJEITAM A ADOÇÃO
A adoção, infelizmente, é para elas a “pior” das três opções. Representa uma “dupla morte”: primeiro, a “morte própria”, pois deverá levar a gravidez até o final para depois tornar-se uma mãe ruim, capaz de entregar seu filho a estranhos; e segundo, a “morte” do filho, “abandonado”, pelo qual ela viverá atormentada.
Mesmo que desejemos que a mulher aceite o slogan “Adoção sim, aborto não”, este estudo conclui que diante da alternativa adoção/aborto, a adoção sairá perdendo. A atitude dessas mulheres em relação ao aborto é bastante surpreendente. Em primeiro lugar, todas as entrevistadas (nenhuma era “pró-vida” e todas se diziam partidárias da “escolha”) reconheciam que o aborto mata. Embora esta convicção esteja, sem dúvida, “inscrita no coração humano”, o mérito de ter mostrado isso corresponde ao trabalho educativo levado a cabo pelo movimento pró-vida. Em segundo lugar, essas mulheres reconhecem que o aborto é mau, é um erro, e que Deus castigará aqueles que o praticarem. Terceiro, acreditam que serão perdoadas por Deus, porque Ele é clemente e elas não tinham intenção de engravidar, e porque em semelhante situação “não havia opção”, na medida em que era a vida delas que estava em jogo.
Em poucas palavras, o aborto é considerado por elas como o menor dos três “males” porque oferece a maior garantia de esperança de preservar seu “eu”, a sua própria “vida”. É preciso destacar que a principal preocupação entre as três opções gira em torno da mulher e não do não-nascido, e assim fica explicado o atrativo pela retórica “pró-escolha”. Escolha que concede à grávida em crise certa sensação de controle sobre o seu futuro, e ao mesmo tempo permite àqueles que rejeitam o aborto pessoalmente experimentar compaixão por aquelas que recorrem a ele.
POR QUE A REJEIÇÃO?
O relatório revela outra fonte fundamental de frustração e fracasso do movimento pró-vida: um quarto de século de pesquisas mostrou reiteradas vezes que a maior parte dos americanos rejeitam o aborto e que as mulheres são ligeiramente mais pró-vida que os homens. Porém ambos gostam mais do rótulo “pró-escolha” que do pró-vida.
A pesquisa indica que a dificuldade de obter apoio público não é devida ao trato injusto recebido por parte dos meios de comunicação, embora este fator tenha sem dúvida um papel importante. Os slogans dos movimentos pró-vida e as campanhas educativas tenderam a agravar o problema porque estavam centrados quase que exclusivamente no filho não nascido e não na mãe, provocando assim ressentimentos em vez de despertar simpatia, particularmente nas mulheres em idade de ter filhos. Por essa razão, é lógico que as primeiras pessoas que perceberam a necessidade de um enfoque diferente tenham sido aquelas que trabalhavam diretamente com as mulheres em crise.
Consideremos um exemplo de frase pró-vida: “O aborto faz que um coração pare de bater”. Mesmo que essa frase seja eficaz entre os pró-vida, o seu efeito entre mulheres jovens em crise provavelmente será: 1) provocar raiva contra a mensagem; 2) confirmá-las na opinião de que os pró-vida não entendem a sua situação; 3) mergulhá-las ainda mais numa atitude negativa e desesperançada. Se a meta dos pró-vida é diminuir o número de abortos e não apenas constatar um fato, devemos perguntar-nos se uma mensagem como essa na realidade não é contraproducente.
A pergunta, talvez inconsciente mas fundamental, que a mulher formula para si mesma é: “Como poderei conservar o controle da minha vida?” O movimento pró-vida deve ter em conta o ponto de vista da mulher, e fazê-lo de uma maneira compassiva que reafirme as inatas e íntimas convicções da sua consciência. Sem condenar nem estigmatizar, deve ajudar a mulher a reconsiderar o modo como percebe os três “males” que se lhe apresentam.
UM EXEMPLO DE SUCESSO
A seguinte propaganda para TV foi elaborada pela Caring Foundation. O seu ponto de partida é analisar a situação da mulher e não a da criança, fazendo com que as telespectadoras possam se identificar com a personagem: “Eu tinha 16 anos quando soube que estava grávida de Carrie. Não estava casada e sentia-me profundamente assustada. Algumas pessoas dizem-me hoje que eu deveria ter feito um aborto, mas na verdade nunca me ocorreu pensar que tivesse essa possibilidade só porque tinha um problema. Olhe, não me considero mártir nem heroína, mas realmente não acredito que tivesse opção depois de ter engravidado. Pense nisso você também”.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Escolher a vida por inteiro
Dra. Alice Teixeira Ferreira
Prof. Hermes Rodrigues Nery
Rubem Alves, em artigo publicado neste espaço da Folha de São Paulo (01/04) defendeu um conceito reducionista, relativista e retórico de justiça, que merece uma reflexão mais aprofundada. Primeiramente indica uma "encruzilhada entre o certo e o errado, entre o lado da vida e o da morte", que "só acontece nos textos da lógica". Ora, diante de um impasse da história, o filósofo grego Sócrates optou pela cicuta pois o que estava em jogo na decisão era a sua própria vida e a dignidade da vida humana como valor a justificar o sacrifício e a renúncia. Foi isso que fez Salomão optar por aquela que realmente se importou pela vida, pois as decisões fundamentais, nesse sentido, irrompem do coração humano e da razão, para afirmar o amor incondicional pelo bem de quem se ama, para além das sutilezas da lógica.
As "encruzilhadas entre o certo e o errado" acontecem na realidade concreta do dia-a-dia, nas contingências do cotidiano, na vida vivida por cada um de nós, das quais ninguém consegue escapar de situações (cujas decisões-respostas não podem ser relativizadas) em que é preciso dizer sim ou não, sem meio termo.
De fato, as circunstâncias da vida nos colocam diante de dolorosos impasses. E o imperativo da consciência nos leva a discernir e a aceitar, muitas vezes, o heroísmo que transcende o comodismo, para além do hedonismo e do individualismo, tornando o livre-arbítrio capaz do dom de si para o bem do outro.
Realmente, "a ética católica é a ética dos absolutos", daí porque "todos os abortos são assassinatos", como o é também a morte dos embriões humanos, negando ao novo ser humano os direito à vida, como se quer hoje no Supremo Tribunal Federal. Como bem expressou Giogio Filibeck, "a dignidade do ser humano ou é integral ou não é". Se somos pela vida, a opção fundamental é pela vida por inteiro, e não com cortes arbitrários a satisfazer a lógica do pragmatismo utilitário.
Nesse sentido, a ética católica em muito ajudaria Sofia em seu impasse, retratado pelo filme de Alan J. Pakula. Forçada a ter de entregar um de seus filhos para morrer no campo de concentração, Sofia (interpretada por Meryl Streep) não chegou a propor ao oficial nazista a sua própria vida em troca da salvação das crianças. Faltou-lhe naquele momento a radicalidade do heroísmo, como hoje acontece o mesmo quando crianças são atiradas pela janela, jogadas recém-nascidas nas latas de lixo, ou os nascituros torturados até a morte pelas máquinas de sucção no ventre de suas mães, sem "padecer de dores morais ou de incômodos de consciência", no dizer do Ministro Carlos Ayres Britto ao negar ao nascituro o direito à vida.
O fato é que a transgressão moral tem efeito cascata. Hoje o nascituro não é reconhecido como pessoa humana, amanhã é o idoso ou o inválido, ou o deficiente, ou ainda os que têm criatividade e pensamento crítico sobre determinadas ideologias do sistema social. "Um erro puxa outro erro", nos advertiu Macbeth. A escolha de Sofia evidenciou a dificuldade (ou até a impossibilidade) de acertar na escolha, quando se adere à transgressão moral. Hitler invadiu a Polônia e mandou para o campo de concentração e trabalhos forçados os que não aceitaram transgredir. É evidente que - do ponto de vista moral - podemos resistir e não compactuar com o mal. O pai de Sofia e toda a sua família foram covardes, porque se aliaram aos nazistas. Daí começa a tragédia de Sofia. Ao ceder sua filha, ela sacrificou o que ainda lhe restava de humanidade. Se fosse firme e não cedesse (ou seja, se amasse igualmente ambos os filhos) e não se acovardasse em aceitar a posição nazista, talvez o oficial visse nela a dignidade da pessoa humana e a história poderia ser diferente. Cabe lembrar outro filme, "Uma mulher contra Hitler", dirigido por Marc Rothemund, em que temos também uma personagem chamada Sofia (interpretada por Júlia Jentsch) vivida sob o impasse de fazer sua escolha em meio ao horror do regime nazista. Pertencente ao grupo Rosa Branca, de resistência ao führer, Sofia Scholl mantém-se firme em sua decisão pela honra e pela dignidade da vida, sendo presa e decapitada pela Gestapo, juntamente com seu irmão Hans Scholl.
A experiência de Vitor Frank, por exemplo, no campo de concentração nos faz entender porque os nazistas perdiam respeito pelos judeus presos, pois a maioria se despia de sua humanidade. O que a história comprova é isso: diante da degradação moral, o que prevalece é a lógica do vale tudo pela sobrevivência, quando sacrifício e renúncia não conta mais pelo bem do outro, muitas vezes um bem maior.
Somos hoje também desafiados a fazer a nossa "escolha de Sofia", em meio às novas ideologias totalitárias que querem espoliar a nossa alma, destituir a nossa dignidade enquanto pessoa, privar a nossa vida do valor e do sentido humano, oprimir, perverter e manipular as nossas consciências, para que aceitemos falsas ilusões. A nossa resistência, portanto, começa, sim, pela defesa dos mais indefesos, como dos embriões humanos e dos nascituros, pois queremos a vida para todos e por inteiro.
Prof. Hermes Rodrigues Nery
Rubem Alves, em artigo publicado neste espaço da Folha de São Paulo (01/04) defendeu um conceito reducionista, relativista e retórico de justiça, que merece uma reflexão mais aprofundada. Primeiramente indica uma "encruzilhada entre o certo e o errado, entre o lado da vida e o da morte", que "só acontece nos textos da lógica". Ora, diante de um impasse da história, o filósofo grego Sócrates optou pela cicuta pois o que estava em jogo na decisão era a sua própria vida e a dignidade da vida humana como valor a justificar o sacrifício e a renúncia. Foi isso que fez Salomão optar por aquela que realmente se importou pela vida, pois as decisões fundamentais, nesse sentido, irrompem do coração humano e da razão, para afirmar o amor incondicional pelo bem de quem se ama, para além das sutilezas da lógica.
As "encruzilhadas entre o certo e o errado" acontecem na realidade concreta do dia-a-dia, nas contingências do cotidiano, na vida vivida por cada um de nós, das quais ninguém consegue escapar de situações (cujas decisões-respostas não podem ser relativizadas) em que é preciso dizer sim ou não, sem meio termo.
De fato, as circunstâncias da vida nos colocam diante de dolorosos impasses. E o imperativo da consciência nos leva a discernir e a aceitar, muitas vezes, o heroísmo que transcende o comodismo, para além do hedonismo e do individualismo, tornando o livre-arbítrio capaz do dom de si para o bem do outro.
Realmente, "a ética católica é a ética dos absolutos", daí porque "todos os abortos são assassinatos", como o é também a morte dos embriões humanos, negando ao novo ser humano os direito à vida, como se quer hoje no Supremo Tribunal Federal. Como bem expressou Giogio Filibeck, "a dignidade do ser humano ou é integral ou não é". Se somos pela vida, a opção fundamental é pela vida por inteiro, e não com cortes arbitrários a satisfazer a lógica do pragmatismo utilitário.
Nesse sentido, a ética católica em muito ajudaria Sofia em seu impasse, retratado pelo filme de Alan J. Pakula. Forçada a ter de entregar um de seus filhos para morrer no campo de concentração, Sofia (interpretada por Meryl Streep) não chegou a propor ao oficial nazista a sua própria vida em troca da salvação das crianças. Faltou-lhe naquele momento a radicalidade do heroísmo, como hoje acontece o mesmo quando crianças são atiradas pela janela, jogadas recém-nascidas nas latas de lixo, ou os nascituros torturados até a morte pelas máquinas de sucção no ventre de suas mães, sem "padecer de dores morais ou de incômodos de consciência", no dizer do Ministro Carlos Ayres Britto ao negar ao nascituro o direito à vida.
O fato é que a transgressão moral tem efeito cascata. Hoje o nascituro não é reconhecido como pessoa humana, amanhã é o idoso ou o inválido, ou o deficiente, ou ainda os que têm criatividade e pensamento crítico sobre determinadas ideologias do sistema social. "Um erro puxa outro erro", nos advertiu Macbeth. A escolha de Sofia evidenciou a dificuldade (ou até a impossibilidade) de acertar na escolha, quando se adere à transgressão moral. Hitler invadiu a Polônia e mandou para o campo de concentração e trabalhos forçados os que não aceitaram transgredir. É evidente que - do ponto de vista moral - podemos resistir e não compactuar com o mal. O pai de Sofia e toda a sua família foram covardes, porque se aliaram aos nazistas. Daí começa a tragédia de Sofia. Ao ceder sua filha, ela sacrificou o que ainda lhe restava de humanidade. Se fosse firme e não cedesse (ou seja, se amasse igualmente ambos os filhos) e não se acovardasse em aceitar a posição nazista, talvez o oficial visse nela a dignidade da pessoa humana e a história poderia ser diferente. Cabe lembrar outro filme, "Uma mulher contra Hitler", dirigido por Marc Rothemund, em que temos também uma personagem chamada Sofia (interpretada por Júlia Jentsch) vivida sob o impasse de fazer sua escolha em meio ao horror do regime nazista. Pertencente ao grupo Rosa Branca, de resistência ao führer, Sofia Scholl mantém-se firme em sua decisão pela honra e pela dignidade da vida, sendo presa e decapitada pela Gestapo, juntamente com seu irmão Hans Scholl.
A experiência de Vitor Frank, por exemplo, no campo de concentração nos faz entender porque os nazistas perdiam respeito pelos judeus presos, pois a maioria se despia de sua humanidade. O que a história comprova é isso: diante da degradação moral, o que prevalece é a lógica do vale tudo pela sobrevivência, quando sacrifício e renúncia não conta mais pelo bem do outro, muitas vezes um bem maior.
Somos hoje também desafiados a fazer a nossa "escolha de Sofia", em meio às novas ideologias totalitárias que querem espoliar a nossa alma, destituir a nossa dignidade enquanto pessoa, privar a nossa vida do valor e do sentido humano, oprimir, perverter e manipular as nossas consciências, para que aceitemos falsas ilusões. A nossa resistência, portanto, começa, sim, pela defesa dos mais indefesos, como dos embriões humanos e dos nascituros, pois queremos a vida para todos e por inteiro.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Você já viu um "morto cerebral" dando entrevista?
Dica da Dra. Alice Teixeira da Unifesp:
"Aí vai para vcs a entrevista, em vídeo, com o "morto cerebral", Zack, que está sendo tão comentada. O Dr. Cícero Coimbra, que há longa data vem criticando os métodos de diagnóstico de morte cerebral enviou este material, é terrificante!"
http://www.msnbc.msn.com/id/23775873/from/ET/
"Aí vai para vcs a entrevista, em vídeo, com o "morto cerebral", Zack, que está sendo tão comentada. O Dr. Cícero Coimbra, que há longa data vem criticando os métodos de diagnóstico de morte cerebral enviou este material, é terrificante!"
http://www.msnbc.msn.com/id
"Morte cerebral nunca é realmente morte", afirma especialista
Especialista diz: o termo "morte cerebral" foi inventado a fim de se obter órgãos. Nunca foi baseado na ciência".
John Jalsevac
OKLAHOMA, EUA, 27 de março de 2008 (LifeSiteNews.com) -- Zack Dunlap, um rapaz de 21 anos diagnosticado como "cerebralmente morto" e que estava a minutos de ter os órgãos removidos por uma equipe médica, agora diz, quatro meses depois do acidente que o levou à beira da morte, que ele se sente "muito bem". O caso de Dunlap foi noticiado pela NBC no começo desta semana, e ele próprio foi entrevistado.
O caso de Zack está sendo louvado nos meios de comunicação como "milagre", porém um neonatologista e especialista em morte cerebral relatou para LifeSiteNews.com que o caso de Zack, ainda que seja num sentido extraordinário, não é tão raro quanto o noticiário da grande mídia faz parecer.
"O jovem nunca morreu", disse o Dr. Paul Byrne, ex-presidente da Associação Médica Católica. Ele começou a escrever sobre o tema da morte cerebral em 1977. O que torna o caso de Dunlap raro, ainda que não inédito, diz Byrne, é que Zack foi sortudo o suficiente para ser constatado com vida antes da remoção de seus órgãos vitais.
"Embora a história dele seja apresentada como algo miraculoso", ele disse para LifeSiteNews, "não quero remover nada que seja de Deus, mas não é sobrenatural o que ocorreu. Se há algo sobrenatural nisso, é que não conseguiram os órgãos dele antes que alguém pudesse notar algum tipo de outra reação. Ele estava sempre vivo -- seu coração estava sempre batendo, havia sempre pressão sangüínea, ele estava sempre bastante vivo".
O Dr. Byrne diz que durante anos ele vem coletando informações sobre numerosos casos em que pacientes rotulados como cerebralmente mortos "voltaram dos mortos". O motivo, diz Byrne, é que "morte cerebral jamais é realmente morte".
Zack Dunlap sofreu numerosos ossos quebrados e grave traumatismo craniano em novembro passado depois de se envolver num acidente, em que ele perdeu o controle do carro que estava dirigindo e capotou. No hospital os médicos diagnosticaram o jovem como "cerebralmente morto". Autoridades de Oklahoma foram informadas de que Zack estava legalmente morto e que seus órgãos deveriam ser removidos.
"Queríamos nos assegurar de que alguma pessoa sortuda continuasse a viver com o coração de Zack", Pam, a mãe de Zack, disse para a NBC.
Planos para remover os órgãos dele, porém, foram adiados de forma dramática.
Dois dos primos de Zack, ambos enfermeiros, disseram que, nos momentos finais antes da chegada da equipe médica que iria remover os órgãos de Zack, eles sentiram que seu primo não havia verdadeiramente morrido. Confiando num pressentimento, Dan Coffin passou seu canivete no pé de Zack. O paciente com suposta morte cerebral reagiu imediatamente afastando o pé. Coffin então enfiou sua própria unha debaixo da unha de Zack, um lugar especialmente sensível do corpo, e seu primo de novo reagiu afastando o braço.
"Passamos de um momento de extrema tristeza para, 'Oh, meu Deus, nosso filho ainda está vivo!'" relatou Pam Dunlap.
A avó de Zack disse que ela também sentia, como os primos de Zack, que seu neto não estava pronto para morrer. Logo antes que seu neto começou a mostrar sinais de vida de novo, ela entrou no quarto dele e orou por um milagre. "Ele era jovem demais para Deus levá-lo", ela disse com lágrimas nos olhos na entrevista da NBC. "Não era a hora".
"Eu havia ouvido de milagres minha vida inteira. Mas nunca vi um. Agora, eu vi um milagre. Tenho prova disso", disse ela.
"Ambos sentimos que Deus tem algum plano grande para Zack. Faremos tudo dentro de nossas possibilidades para ajudá-lo a alcançar esse plano -- qualquer que seja", disse a mãe de Dunlap.
O próprio jovem disse para a NBC que ele ouviu os médicos o declararem cerebralmente morto, e comentou: "Estou contente que eu não conseguia me levantar para fazer o que eu queria fazer". Quando lhe perguntaram o que ele queria fazer, ele respondeu: "Provavelmente, eu lançaria os médicos pela janela".
"Estou muito, muito agradecido que eles não desistiram", ele disse sobre as últimas tentativas de seus primos de descobrir se ele ainda estava vivo. "Só os bons morrem cedo. Por isso, não morri", brincou ele.
O pai de Zack, Doug Dunlap, diz que ele não culpa ninguém, indicando que os médicos lhe deram a certeza de que seu filho estava morto, e que não havia fluxo sangüíneo em seu cérebro. "Eles disseram que ele estava com morte cerebral, que não havia vida. Por isso, nos preparamos".
Quarenta e oito dias depois do acidente de Zack, o jovem voltou para casa, andando sozinho. Ele ainda sofre alguns problemas emocionais, perda de memória e outras conseqüências do acidente, e uma recuperação total pode levar um ano. Mas seus pais dizem que estão simplesmente gratos que seu filho esteja vivo.
O Dr. Byrne, por outro lado, disse para LifeSiteNews.com que o caso de Zack deve ser visto como um aviso sobre a insuficiência dos critérios de morte cerebral. Ele disse: "Embora esse caso mostre que o jovem estava ouvindo os médicos conversando e declarando-o com morte cerebral, a pergunta é: Quantos outros doadores de órgãos estão em situação semelhante?"
"O termo morte cerebral foi inventado a fim de se obter órgãos. Nunca foi baseado na ciência".
Em 2007 o Dr. John Shea, o conselheiro médico de LifeSiteNews.com, escreveu concordando com as preocupações de Byrne sobre morte cerebral, dizendo que o critério de "morte cerebral" é teoria científica, e não fato, acrescentando que é uma teoria que é particularmente aberta para abusos utilitários e portanto deve ser tratada com extrema cautela. Ele também apontou que há o problema adicional de que há vários conjuntos de critérios de morte cerebral, onde uma pessoa pode ser considerada morta de acordo com um critério, e não por outro.
Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com
John Jalsevac
OKLAHOMA, EUA, 27 de março de 2008 (LifeSiteNews.com) -- Zack Dunlap, um rapaz de 21 anos diagnosticado como "cerebralmente morto" e que estava a minutos de ter os órgãos removidos por uma equipe médica, agora diz, quatro meses depois do acidente que o levou à beira da morte, que ele se sente "muito bem". O caso de Dunlap foi noticiado pela NBC no começo desta semana, e ele próprio foi entrevistado.
O caso de Zack está sendo louvado nos meios de comunicação como "milagre", porém um neonatologista e especialista em morte cerebral relatou para LifeSiteNews.com que o caso de Zack, ainda que seja num sentido extraordinário, não é tão raro quanto o noticiário da grande mídia faz parecer.
"O jovem nunca morreu", disse o Dr. Paul Byrne, ex-presidente da Associação Médica Católica. Ele começou a escrever sobre o tema da morte cerebral em 1977. O que torna o caso de Dunlap raro, ainda que não inédito, diz Byrne, é que Zack foi sortudo o suficiente para ser constatado com vida antes da remoção de seus órgãos vitais.
"Embora a história dele seja apresentada como algo miraculoso", ele disse para LifeSiteNews, "não quero remover nada que seja de Deus, mas não é sobrenatural o que ocorreu. Se há algo sobrenatural nisso, é que não conseguiram os órgãos dele antes que alguém pudesse notar algum tipo de outra reação. Ele estava sempre vivo -- seu coração estava sempre batendo, havia sempre pressão sangüínea, ele estava sempre bastante vivo".
O Dr. Byrne diz que durante anos ele vem coletando informações sobre numerosos casos em que pacientes rotulados como cerebralmente mortos "voltaram dos mortos". O motivo, diz Byrne, é que "morte cerebral jamais é realmente morte".
Zack Dunlap sofreu numerosos ossos quebrados e grave traumatismo craniano em novembro passado depois de se envolver num acidente, em que ele perdeu o controle do carro que estava dirigindo e capotou. No hospital os médicos diagnosticaram o jovem como "cerebralmente morto". Autoridades de Oklahoma foram informadas de que Zack estava legalmente morto e que seus órgãos deveriam ser removidos.
"Queríamos nos assegurar de que alguma pessoa sortuda continuasse a viver com o coração de Zack", Pam, a mãe de Zack, disse para a NBC.
Planos para remover os órgãos dele, porém, foram adiados de forma dramática.
Dois dos primos de Zack, ambos enfermeiros, disseram que, nos momentos finais antes da chegada da equipe médica que iria remover os órgãos de Zack, eles sentiram que seu primo não havia verdadeiramente morrido. Confiando num pressentimento, Dan Coffin passou seu canivete no pé de Zack. O paciente com suposta morte cerebral reagiu imediatamente afastando o pé. Coffin então enfiou sua própria unha debaixo da unha de Zack, um lugar especialmente sensível do corpo, e seu primo de novo reagiu afastando o braço.
"Passamos de um momento de extrema tristeza para, 'Oh, meu Deus, nosso filho ainda está vivo!'" relatou Pam Dunlap.
A avó de Zack disse que ela também sentia, como os primos de Zack, que seu neto não estava pronto para morrer. Logo antes que seu neto começou a mostrar sinais de vida de novo, ela entrou no quarto dele e orou por um milagre. "Ele era jovem demais para Deus levá-lo", ela disse com lágrimas nos olhos na entrevista da NBC. "Não era a hora".
"Eu havia ouvido de milagres minha vida inteira. Mas nunca vi um. Agora, eu vi um milagre. Tenho prova disso", disse ela.
"Ambos sentimos que Deus tem algum plano grande para Zack. Faremos tudo dentro de nossas possibilidades para ajudá-lo a alcançar esse plano -- qualquer que seja", disse a mãe de Dunlap.
O próprio jovem disse para a NBC que ele ouviu os médicos o declararem cerebralmente morto, e comentou: "Estou contente que eu não conseguia me levantar para fazer o que eu queria fazer". Quando lhe perguntaram o que ele queria fazer, ele respondeu: "Provavelmente, eu lançaria os médicos pela janela".
"Estou muito, muito agradecido que eles não desistiram", ele disse sobre as últimas tentativas de seus primos de descobrir se ele ainda estava vivo. "Só os bons morrem cedo. Por isso, não morri", brincou ele.
O pai de Zack, Doug Dunlap, diz que ele não culpa ninguém, indicando que os médicos lhe deram a certeza de que seu filho estava morto, e que não havia fluxo sangüíneo em seu cérebro. "Eles disseram que ele estava com morte cerebral, que não havia vida. Por isso, nos preparamos".
Quarenta e oito dias depois do acidente de Zack, o jovem voltou para casa, andando sozinho. Ele ainda sofre alguns problemas emocionais, perda de memória e outras conseqüências do acidente, e uma recuperação total pode levar um ano. Mas seus pais dizem que estão simplesmente gratos que seu filho esteja vivo.
O Dr. Byrne, por outro lado, disse para LifeSiteNews.com que o caso de Zack deve ser visto como um aviso sobre a insuficiência dos critérios de morte cerebral. Ele disse: "Embora esse caso mostre que o jovem estava ouvindo os médicos conversando e declarando-o com morte cerebral, a pergunta é: Quantos outros doadores de órgãos estão em situação semelhante?"
"O termo morte cerebral foi inventado a fim de se obter órgãos. Nunca foi baseado na ciência".
Em 2007 o Dr. John Shea, o conselheiro médico de LifeSiteNews.com, escreveu concordando com as preocupações de Byrne sobre morte cerebral, dizendo que o critério de "morte cerebral" é teoria científica, e não fato, acrescentando que é uma teoria que é particularmente aberta para abusos utilitários e portanto deve ser tratada com extrema cautela. Ele também apontou que há o problema adicional de que há vários conjuntos de critérios de morte cerebral, onde uma pessoa pode ser considerada morta de acordo com um critério, e não por outro.
Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com
terça-feira, 25 de março de 2008
Jovem tem alta após ouvir médicos declararem morte
E agora, como é que fica aquele argumento de que não há vida humana no embrião porque este não possui atividade neurológica, a exemplo do critério de declaração de morte encefálica? Este aí foi declarado morto por inatividade neurológica e no entanto, estava vivinho da silva. E aí entra outra pergunta: se a declaração de morte encefálica permite furos como esse, quantos outros não podem ter sido mortos na boa intenção de doar seus órgãos?
Jovem tem alta após ouvir médicos declararem morte
Terça, 25 de março de 2008, 06h59 Atualizada às 07h47
Um americano de 21 anos que sobreviveu a um acidente de carro em novembro do ano passado contou à rede de TV NBC ter ouvido os médicos o declararem como morto.
Zack Dunlap foi levado para o hospital inconsciente e 36 horas após o acidente uma tomografia cerebral mostrou que seu cérebro já não recebia qualquer fluxo sangüíneo.
O rapaz ouviu quando os médicos disseram à família que ele estava com morte cerebral.
Os pais de Zack viram o exame e constataram o diagnóstico médico.
"Não havia qualquer atividade cerebral", disse Doug, pai de Zack, a um programa da NBC.
Os pais decidiram, então, manter os aparelhos ligados o tempo suficiente para que a equipe encarregada de retirar seus órgãos chegasse de uma outra cidade.
"Nós não queríamos vê-lo como um vegetal", disse o pai. "Sabíamos que ele gostaria que seus órgãos continuassem vivos dentro de uma outra pessoa."
Algumas horas depois de ser declarado como morto, uma enfermeira começou a remover alguns de seus tubos enquanto aguardava a equipe de retirada de órgãos.
Reação milagrosa
Os primos de Zack Dunlap, Dan e Christy Coffin, ambos enfermeiros, estavam no quarto nesse momento e por sua aparência, desconfiaram que ele não estava morto.
Foi quando Dan sacou uma pequena faca de bolso e passou na sola do pé de Zack, que reagiu imediatamente.
A enfermeira disse que se tratava de um reflexo, mas o primo insistiu. Enfiou uma de suas unhas por baixo de uma das unhas do primo, que reagiu com mais força, mexendo o braço ao longo do tronco.
"Fomos do fundo do poço às alturas", disse a mãe do rapaz. "Foi o maior milagre que poderia ter acontecido".
Os médicos advertiram à família que ele poderia ficar com sérios danos cerebrais, mas cinco dias depois Zack abriu os olhos e 48 dias após o acidente voltou para casa.
O rapaz, que ainda faz tratamento para recuperar por completo a memória, diz estar contando os dias para ter a carteira de motorista de volta.
"Estou me sentindo bem, mas às vezes é muito difícil", disse ele.
"Só preciso ter mais paciência. Estou querendo dirigir de novo desde que saí da reabilitação".
BBC Brasil
Jovem tem alta após ouvir médicos declararem morte
Terça, 25 de março de 2008, 06h59 Atualizada às 07h47
Um americano de 21 anos que sobreviveu a um acidente de carro em novembro do ano passado contou à rede de TV NBC ter ouvido os médicos o declararem como morto.
Zack Dunlap foi levado para o hospital inconsciente e 36 horas após o acidente uma tomografia cerebral mostrou que seu cérebro já não recebia qualquer fluxo sangüíneo.
O rapaz ouviu quando os médicos disseram à família que ele estava com morte cerebral.
Os pais de Zack viram o exame e constataram o diagnóstico médico.
"Não havia qualquer atividade cerebral", disse Doug, pai de Zack, a um programa da NBC.
Os pais decidiram, então, manter os aparelhos ligados o tempo suficiente para que a equipe encarregada de retirar seus órgãos chegasse de uma outra cidade.
"Nós não queríamos vê-lo como um vegetal", disse o pai. "Sabíamos que ele gostaria que seus órgãos continuassem vivos dentro de uma outra pessoa."
Algumas horas depois de ser declarado como morto, uma enfermeira começou a remover alguns de seus tubos enquanto aguardava a equipe de retirada de órgãos.
Reação milagrosa
Os primos de Zack Dunlap, Dan e Christy Coffin, ambos enfermeiros, estavam no quarto nesse momento e por sua aparência, desconfiaram que ele não estava morto.
Foi quando Dan sacou uma pequena faca de bolso e passou na sola do pé de Zack, que reagiu imediatamente.
A enfermeira disse que se tratava de um reflexo, mas o primo insistiu. Enfiou uma de suas unhas por baixo de uma das unhas do primo, que reagiu com mais força, mexendo o braço ao longo do tronco.
"Fomos do fundo do poço às alturas", disse a mãe do rapaz. "Foi o maior milagre que poderia ter acontecido".
Os médicos advertiram à família que ele poderia ficar com sérios danos cerebrais, mas cinco dias depois Zack abriu os olhos e 48 dias após o acidente voltou para casa.
O rapaz, que ainda faz tratamento para recuperar por completo a memória, diz estar contando os dias para ter a carteira de motorista de volta.
"Estou me sentindo bem, mas às vezes é muito difícil", disse ele.
"Só preciso ter mais paciência. Estou querendo dirigir de novo desde que saí da reabilitação".
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